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#mixervisita Campus Party - Parte 1

A prova de que somos contra o imediatismo é que saiu agora do forno, quase uma semana depois do término do evento, o nosso balanço Campus Party. Ainda que se tratasse de um evento de tecnologia e interação, decidimos fazer dois vídeos contando de forma um pouco mais detalhada, o que de mais legal aconteceu nesta quinta edição da maior feira tecnológica da América Latina.

Entre um brinde e outro, aqui está nosso olhar sobre o nerds.

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#mixervisita Arte e tecnologia no File 2011

Com tantas produções acontecendo simultaneamente é difícil tirar um tempo para respirar, renovar os ares e se inspirar. Mas com o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) acontecendo nas ruas de São Paulo foi impossível a gente não sair da produtora e dar uma espiada nas novidades. Quem nos acompanhou nesse passeio foi o Edson Soares (a.k.a Júnior), Gerente de Projetos Web na Mixer e novidadeiro confesso.

File 2011

O FILE vai até 21 de agosto e rola em vários lugares simultaneamente. O destaque é a Av. Paulista, que concentra em 14 pontos diferentes trabalhos realizados com ferramentas eletrônicas e digitais, como instalações interativas, jogos e animações. O principal é o prédio da Fiesp (Avenida Paulista, 1313), com dois andares dedicados às principais obras.

File 2011

Começamos nosso tour pelas instalações. O primeiro trabalho, de Joon Y.Moon (Coréia do Sul) chama-se “Augmented Shadow” e leva o efeito da distorção para o reino da fantasia através de sombras que se alteram conforme você mexe em cubos de acrílico. “É uma React Table. Há uns dois anos o FILE trouxe outra que além de luz emitia sons, a mesma usada na última turnê da Bjork”.

File 2011

Para quem ama cinema, dois trabalhos chamaram a atenção. O primeiro deles, “Movie Mirros” de Ali Miharbi (Estados Unidos), consiste em uma câmera que “lê” a imagem do seu rosto e a transforma em personagens de filmes. Já “Algorithmic Search for Love” de Julian Palacz (Áustria) é uma divertida e inteligente brincadeira que mistura Google e cinema. O espectador digita uma frase em um campo de busca e aparece automaticamente em uma tela trechos de diversos filmes que usaram aquela frase, formando um grande clipe. “Sem dúvida a obra mais divertida. Simples, com o approach tech universal dos buscadores e ao mesmo tempo nostálgica, graças as cenas old-school mescladas no clipe. Adoraria ter algo assim em casa, ou em uma festa. É como uma jukebox de remixes de cenas do cinema”.

File 2011

As animações e os documentários foram os trabalhos que mais chamaram a atenção do Júnior. “Não tem muita interação, mas tem histórias bem contadas. Adoro Daft Punk, então gostei de ver o mini doc sobre a trajetória do duo francês. Para quem curte subculturas urbanas, o doc Global Shuffle é bem legal, mostra a cena de street dance em Melbourne com bastante cenas de arquivo. E o esclarecedor Project 798, que retrata a produção de arte contemporânea na China e sua importância política”. O FILE também tem uma área para obras em games e em tablets.

File 2011

Um dos trabalhos mais disputados era o “Nemo Observatorium 02002” de Lawrence Malstaf (Bélgica) que transmite ao visitante a sensação de se estar dentro de um tornado. Outra trabalho bastante interessante e que consiste em uma experiência solitária do espectador é o “Elucidating Feedback” de Ben Jack (Nova Zelândia), que afirma ser uma instalação controlada pelo poder da mente. Um sensor capta o seu nível de atenção diante de uma tela. Quanto mais atento, mais padrões se formam. Quanto menos atento, mais distorcidas ficam as imagens. “Não sei se tenho total controle da minha mente, mas sai sem ter certeza se o sistema realmente funcionava”.

File 2011

“No geral é bem legal a preocupação com o posicionamento do espectador nas obras. Mas acho que as vezes isso anula a reflexão sobre os questionamentos e sensações de seus criadores. Ficamos tão focados em interagir, quase como em um parque de diversões, que não pensamos sobre o que a mente do criador projetou em sua obra. Talvez por isso as peças que mais me emocionem sejam as que possuem  algum detalhe mais analógico e nostálgico. Uma tecnologia menos science fiction e mais artesanal.”

Depois de boas horas dentro do prédio da Fiesp aproveitamos para dar um rolê pelas outras obras da Paulista. Apesar do contêiner da Alameda das Flores (Sunset Paulista) ainda não estar pronto, vivemos a experiência de assistir a uma animação no vão livre do MASP e também fomos até o Conjunto Nacional que abriga a obra “Invente um sorriso”. 

Veja mais do File 2011:

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Da Colheita Feliz ao gamer lifestyle

Colheita Feliz

Há alguns dias enquanto recebia alguns amigos em casa para uma cervejinha rolou aquele tradicional momento "vocês viram tal video no YouTube?". Não demorou para buscarem o laptop afim de que todos pudessem assistir o webhit da semana. O vídeo, que não vale a pena linkar aqui sob risco de desviar a discussão para uma via pejorativa, mostra uma usuária do Colheita Feliz se manifestando contra a fabricante do popular jogo da rede de relacionamento Orkut. Como em uma espécie de Procon via YouTube, a usuária reclama, sem poupar palavrões, de possíveis falhas na prestação do serviço que parecia ser sua principal fonte de entretenimento. Enquanto meus convidados riam e diziam "Como ela pode se revoltar publicamente por causa de umas moedinhas virtuais?" eu achava a manifestação de uma lucidez exemplar, mesmo rindo bastante com os verbetes proclamados.

Além de mais um exemplo (quem se lembra do Leave Britney Alone?) da expressão hiperbólica típica de uma geração que diz "Bom dia" via twitter, o vídeo evidencia o extremo poder de engajamento dos jogos, mesmo quando falamos de jogos simples, sem gráficos elaborados, quase tolos. Mais do que apurar se a fabricante do Colheita Feliz enganou seus clientes, o objetivo desse post é mostrar o quanto as técnicas de construção de games têm pautado as industrias da publicidade, do entretenimento e da informação.

Para se sobressair nesse mar de informações em que estamos mergulhados, é preciso divertir, recompensar o tempo dedicado, reconhecer a participação do usuário, etc. O uso dessas técnicas em roteiros, em portais de notícia, em serviços quaisquer, é chamado de Gamification, uma palavra tão poderosa que talvez já influencie seu dia-a-dia sem você nem perceber.

Conforme adotamos ferramentas que lançam mão dessas técnicas, vamos transformando nossas próprias vidas em games. Quantos usuários te seguem no twitter? Ou quantos amigos você tem no Facebook? Quantos "curtir" você recebe diariamente? Você é prefeito de algum restaurante ou lugar badalado no Foursquare? As respostas dessas perguntas ajudam a definir se você é um bom jogador da vida real. Sim, da vida real. O que você faz nessas interfaces digitais define seu comportamento e quem você é no mundo físico.

E o que tudo isso tem a ver com uma produtora de vídeo como a Mixer? Bem, nós gostamos de contar histórias e chegou a hora de trazer um pouco da cultura gamer para elas. Fique ligado neste blog para acompanhar nossa aventura nesse universo dos pixels. Aqui vamos compartilhar sempre que possível referências e projetos que estamos fazendo com foco em interatividade e transmídia (mesmo que inventem outras palavras para se referir ao assunto).

Para começar sugerimos o vídeo de uma palestra dada pelo Michel Reilhac, diretor executivo no Arte France, no evento Power to the Pixel. Entitulado "Gamification of Life", o vídeo (em inglês) levanta as oportunidades e os riscos éticos que emergem nesse novo ambiente que estamos vendo nascer.

Para se aprofundar no tema, sugerimos que assista o video "Jane McGonigal: Gaming can make a better world", da série de apresentações do TED, e o post "Making Our Way to the Gamepocalypse", do pessoal da Big Spaceship

Para relaxar e curtir a beleza da invasão gamer assita ao vídeo "Pixels", de Patrick Jean.

Mostre seu lado gamer e reaja a este post. Gostou? Achou últil? O que acrescentaria? Qualquer bit novo é bem-vindo!

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